05/02/2021 às 09:10

Fecomércio AL reúne empresários para identificar queixas com a segurança

Foto: Fecomércio

Fecomércio AL reúne empresários para identificar queixas com a segurança

O objetivo é ouvir a categoria para, por meio de um alinhamento estratégico, buscar soluções para o aprimoramento das ações dos agentes públicos

 

Alinhamento estratégico. É com esse intuito que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) tem buscado uma aproximação maior entre a Polícia Militar e os empresários do Comércio. Na última terça-feira (2), em reunião com lideranças empresariais do setor, foram discutidos e identificados os problemas que contribuem para a sensação de insegurança sentida pela categoria.

De acordo com dados da Receita Federal, apresentados pelo assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, Maceió conta com 65.545 empresas de Comércio e Serviços, o que representa 85,78% do número total de estabelecimentos na capital alagoana. No Centro de Maceió, segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), há 4.960 empresas, que são responsáveis pela geração de 26.115 empregos.

Diante desse contexto, a Fecomércio AL elaborou um levantamento preliminar para identificar a percepção de segurança dos lojistas. De acordo com os dados obtidos, 45,2% dos entrevistados afirmam que o seu estabelecimento já foi assaltado, enquanto que 74,2% alegam ter conhecimento de registro de assalto em estabelecimento vizinho ao seu. Ainda segundo a pesquisa da Federação, 77,4% dos entrevistados defendem que é preciso ter mais presença de policiamento na região.

Ciente desse cenário, e com o intuito de proporcionar mais segurança tanto para os empresários quanto para colaboradores e clientes das lojas do Comércio, do Centro de Maceió e demais regiões com presença de estabelecimentos comerciais na capital alagoana, o presidente da Fecomércio AL, Gilton Lima, não tem poupado esforços. No dia 27 de janeiro, Lima já tinha recebido, para uma conversa inicial, o subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Marcos Vanderlei.

 

 

INFRAESTRUTURA

“O problema é de uma dimensão complexa. As soluções são integradas”, afirma o diretor técnico do Sebrae, Vinicius Lages. Para ele, é preciso estar atento ao fato de que menos infraestrutura resulta em mais trabalho para a segurança pública. Lages acredita que um passo importante a ser dado pelas lideranças empresariais é formalizar um documento, com dados e apontamentos sobre a questão, para entregar ao Estado e ao Município.

Fazendo referência aos números apresentados pelo assessor econômico da Federação, o superintendente do Sebrae, Marcos Vieira, destaca que entre empresários, colaboradores e clientes, são muitas pessoas envolvidas na questão discutida. “A gente tem que trabalhar um conjunto de ações, formatar uma governança. O Centro está carente demais e não é só de policiamento. Iluminação, limpeza, mobilidade urbana. Tem buraco na calçada, sujeira, barracas para todo lado. O cenário atual do Centro é um indicativo da ausência do poder público”, argumenta.

Vieira defende ainda a contratação de técnicos para elaborar projetos, com o intuito de implantar o conceito de cidade inteligente, que usa a tecnologia para otimizar os serviços prestados à sociedade, no Centro de Maceió e em áreas turísticas.

O presidente do Sindicato das Empresas de Estética e Beleza do Estado de Alagoas (Sindibeleza), Ariel Fernandes, ressalta que a experiência como secretário adjunto da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (SEMSCS) o fez perceber onde está a dificuldade de se estabelecer um trabalho mais eficaz nas ruas do Comércio. “Falta efetivo e falta política pública voltada para a situação do Centro”, destaca. Para Fernandes, para dar conta da segurança no Centro, é preciso que se tenha 60 agentes públicos diariamente no local, sendo 30 em cada horário.

O empresário afirma ainda que gostaria de ver uma atuação mais presente do policiamento. “Eu sinto falta de blitz em pontos estratégicos. Incomoda, mas é bom. Isso vai gerando mais segurança”, argumenta, ao observar que não tem mais visto esse tipo de abordagem.

 

INTEGRAÇÃO ENTRE ESTADO E MUNICÍPIO

Segundo o diretor de planejamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luiz Jardim, para mudar o quadro da percepção de insegurança no Centro, a Polícia Militar e a Guarda Municipal precisam atuar juntas. “É fundamental que haja uma integração entre os governos municipal e estadual”, ressalta.

O presidente da Aliança Comercial, Guido Junior, também defende a integração de Estado e Município. O empresário, que vê o Programa Ronda do Bairro, do Governo do Estado, como uma conquista relevante, demonstra preocupação com a ocupação desordenada de ambulantes no Comércio, que, segundo ele, já são 1.200. Guido Junior afirma ainda a existência de indícios de tráfico de drogas na região e destaca que a percepção de insegurança se evidencia com a ocorrência de assaltos. “As lojas que vendem eletro são as mais visadas pelos assaltantes. Só a Aliança Comercial já foi assaltada duas vezes”, observa.

Para a presidente do Sindilojas Penedo, Ana Luiza Soares, sem um trabalho integrado entre governo do Estado e prefeitura, todos saem perdendo. A empresária afirma que um documento assinado por todos é fundamental para viabilizar as mudanças necessárias. “Isso pode ser um elo entre os dois governos. E o momento é propício porque é o início de uma gestão”, destaca.

 

UNIÃO DE ESFORÇOS

Diante do clima de insatisfação, o presidente da Fecomércio AL, Gilton Lima, defende que o engajamento de todos é imprescindível para chegar com números ao poder público. “Vamos estudar a melhor forma para levar esses apontamentos para o Governo do Estado e para a Prefeitura. Sozinho, não podemos fazer muito, mas junto com vocês temos mais força”, ressalta.

A reunião contou ainda com as presenças do superintendente da Fecomércio AL, Allan Souza, da diretora regional do Senac Alagoas, Telma Ribeiro, do presidente do Sincadeal, Valdomiro Feitosa, da presidente do Sindilojas Penedo, Ana Luiza, do presidente do Sindilojas União dos Palmares, Adeildo Sotero, do presidente do Sincofarma, José Antonio Vieira, do presidente do Conselho Fiscal da Fecomércio AL, Manoel Baia, do presidente do SindiCFC-AL, João Batista, do presidente da FCDL, José Leonardo Costa, e do diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Roberval Cabral.

Sobre o Sindicato

Sindicato do Comércio Varejista de Penedo

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